1. O que é a AtalaIA e o que ela não faz
O que é
A AtalaIA é uma plataforma onde pessoas e assistentes de inteligência artificial trabalham juntos, dentro da prefeitura, no mesmo organograma. O nome vem de "atalaia", a torre de vigia das cidades antigas: quem vê antes, protege antes.
Na ideia final do produto, o prefeito e cada secretário terão um assistente próprio, acessível pelo Telegram. Esse assistente:
- avisa sobre prazos, riscos e pendências antes que virem problema;
- lê atos (decretos, portarias, contratos, minutas) e aponta o que pode dar dor de cabeça, citando a lei;
- organiza e-mails, ajuda a redigir respostas e projetos de lei;
- mostra a cidade inteira num site: mapa de obras, organograma com pessoas e assistentes lado a lado, e este manual.
A primeira prefeitura a usar a AtalaIA é Cascavel (PR). Tudo neste manual é pensado a partir da realidade de Cascavel; quando o produto for levado a outro município, a estrutura se repete com os dados daquele município (ver item 10).
O que ela nunca faz
Estas são regras que a AtalaIA segue sempre, sem exceção, porque fazem parte do contrato de construção do produto:
- Nunca envia nada para fora da prefeitura sem uma pessoa aprovar. Nenhum e-mail, ofício, publicação ou resposta a cidadão sai sozinho. Um assistente prepara; um humano com cargo aprova e assina.
- Regra do produto: nenhum número ou nome deveria aparecer sem dizer de onde veio. A ideia é que todo dado carregue uma fonte, uma data e um rótulo — fato confirmado, indício a verificar, ou hipótese do próprio sistema (item 6 explica isso em detalhe). É uma regra de desenho, ainda não garantida em toda tela: a primeira versão do site (item 5, item 10) já mostra algumas listas (obras, contagem de órgãos) sem uma fonte por linha.
- Nunca substitui a procuradoria, a controladoria ou a contabilidade. O assistente jurídico entrega um subsídio com a lei citada; quem decide e assina o parecer é sempre a procuradoria.
- Nunca acusa. A AtalaIA não afirma fraude, cartel, conluio, propina ou desvio. No máximo, diz "padrão compatível com X, a verificar" — e mesmo isso vai para um humano decidir o que fazer.
- Nunca finge ser uma pessoa. Um assistente se apresenta pela função que exerce ("assistente do gabinete de Obras", "Themis, assistente jurídica da AtalaIA") — nunca com o nome do secretário ou do prefeito.
- Nunca guarda mais dado pessoal do que o necessário. CPF, por exemplo, é regra do produto nunca aparecer numa tela pública (ver item 7 para o que já existe de verificação automática disso, e o que ainda é planejado).
- Nunca decide no lugar de ninguém. A AtalaIA organiza, alerta e sugere; a decisão é sempre de uma pessoa com cargo para isso.
O que já existe hoje e o que ainda é plano
A AtalaIA está sendo construída em fases. Em setembro de 2026:
- Já existem, testados, por dentro do sistema: os dados do organograma de Cascavel (a maior parte ainda em conferência, ver item 6), os dados de obras da cidade e a base de busca da Lei Orgânica municipal. Também já existe uma primeira estrutura de site que lê esses dados de verdade (ver item 10) — sem acabamento visual, sem login, sem os painéis de gabinete.
- Ainda não existem para uso: o bot do Telegram do produto, os painéis do gabinete, as telas de aprovação, e a maior parte dos módulos e assistentes descritos neste manual (item 5 detalha módulo por módulo o que já está no ar e o que ainda é plano).
Este manual descreve o produto completo, como ele foi desenhado, e marca claramente cada parte que ainda não pode ser usada. Ele é atualizado conforme o produto avança.